Não há palavras para descrever a emoção ao visitar um lugar onde há tantas pessoas carentes de atenção, afeto e, sobretudo, de oportunidade. É intrigante pensar na estória pessoal de cada indivíduo residente temporariamente naquele estabelecimento frio e solitário, pensar como, ao decorrer da vida, ela foi caminhando até chegar ali.
Em alguns eram nítidos o medo, a angústia, a falta de esperança e em outros, via-se claramente a vontade de lutar pela vida, nem que seja de albergue em albergue. Alguns tomados por enfermidades, outros pelo vício, mas de qualquer forma, eram cidadãos perdidos, uma enorme mão de obra desperdiçada, esquecida pela sociedade, pelas autoridades.
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